SÓ MAIS UM FÃ DE PEARL JAM

Rolling Stone elege os 10 melhores discos de grunge de todos os tempos

· Fonte: Indie Hoy (AR, PJ)

Rolling Stone elege os 10 melhores discos de grunge de todos os tempos

Ten e Vs entram numa seleção que mostra por que o grunge de Seattle foi uma reinvenção completa do rock nos anos 90.

O grunge foi a reinvenção do rock que tomou a América de assalto no início dos anos 90. Depois de anos dominados pelo heavy metal, hard rock e punk, um grupo de jovens de Seattle saiu dos porões e levou às principais paradas músicas que falavam de raiva, desespero, drogas e sobrevivência cotidiana. A Rolling Stone reuniu os dez álbuns que melhor representam esse momento, e o Pearl Jam aparece duas vezes na lista.

A pedra fundamental: **Ten** (1991). O artigo não economiza nos elogios: é "possivelmente um dos melhores álbuns debut do rock". Pearl Jam mirou com precisão e acertou, enchendo o disco de hits como "Jeremy", "Alive" e "Black", todos com temáticas pesadas e realistas. Suicídio, desolação, depressão, tudo junto e temperado pela chegada de Eddie Vedder a Seattle, absorvendo e contribuindo com o que, em 1991, explodiria como o movimento definitivo do grunge.

O segundo disco da banda, **Vs.** (1993), marca a estreia de Brendan O'Brien como produtor, parceiro que seguiria com o PJ por muitos anos. A fama virou um peso: "No primeiro disco estávamos vivendo num porão. No segundo, me sentia muito longe desse porão. E era um lugar difícil pra mim pra escrever um álbum", contou Eddie à época.

O Soundgarden aparece duas vezes. **Superunknown** (1994), o álbum mais vendido da carreira, foi feito sob pressão comercial intensa, com Chris Cornell falando sobre as exigências de aparecer na televisão e enfrentar palcos internacionais. Ainda assim, é um disco superior, com identidade sólida e hits que envelheceram muito bem. Já **Badmotorfinger** (1991) é o lado mais metálico da banda, com composições sofisticadas e guitarras mais pesadas do que qualquer outra proposta do grunge.

O Nirvana entra com **In Utero** (1993). Depois do Nevermind redondo, Kurt Cobain entregou um disco mais irregular e mais honesto: "Very Ape", "Tourette's" e "Milk It" convivem com hits como "Heart-Shaped Box", "All Apologies" e "Rape Me".

O **Temple of the Dog** (1991) é o único disco da banda, e bastou. Chris Cornell escreveu as canções do luto pela morte de Andrew Wood, vocalista do Mother Love Bone. Em 2016, Cornell disse que o processo "se tornou catártico e divertido". Baladas rockeiras e letras marcadas pela perda.

O Alice in Chains coloca **Dirt** (1992) na lista. Layne Staley, em depoimento à Rolling Stone, resumiu o disco: "De canção em canção, o álbum muda de glorificar as drogas a estar completamente miserável e questionar o que eu pensava que antes funcionava pra mim."

O Mudhoney entra com **Superfuzz Bigmuff** (1988), mini-álbum cujo próprio título referencia dois pedais de guitarra que dão o tom cru da banda. Não foi sucesso de vendas na época, mas o tempo fez justiça: hoje é visto como um dos motores pioneiros do grunge, com forte influência do punk.

O Hole de Courtney Love e **Live Through This** (1994) fecha a lista. Lançado dias depois da morte de Kurt Cobain, é uma declaração feminista de alguém que precisava existir por conta própria num mundo que só a enxergava como "a esposa de". Love fala de maternidade, feminidade e da própria posição como celebridade, tudo numa capa de concurso de beleza que diz mais do que qualquer manifesto.

via Indie Hoy (AR)

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