SÓ MAIS UM FÃ DE PEARL JAM

Os 13 álbuns favoritos de Eddie Vedder, escolhidos por ele mesmo

· Fonte: Terra

Os 13 álbuns favoritos de Eddie Vedder, escolhidos por ele mesmo

Do Jackson 5 aos Pixies, Eddie Vedder revelou ao Discogs os 13 álbuns que moldaram quem ele é como artista.

Eddie Vedder não monta lista de forma leviana. Quando o Discogs o desafiou a escolher seus álbuns favoritos de todos os tempos, ele passou uma semana inteira indo e voltando nas escolhas antes de aceitar o desafio. "Tenho algumas hesitações sobre isso porque pode desmistificar tudo", disse. "Nossas influências são quem somos."

O vocalista do Pearl Jam foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2017 e eleito o sétimo melhor vocalista de todos os tempos em enquete da Rolling Stone. Antes disso, trabalhava num posto de gasolina nos anos 1980 pra bancar a obsessão por música, participou do Temple of the Dog ao lado de Chris Cornell e foi convidado pra integrar o que viria a ser o Pearl Jam. A lista que ele entregou reflete essa trajetória: um cara que ouviu tudo, de tudo, sem preconceito de gênero ou época.

A primeira surpresa é o início: Third Album (1970), do Jackson 5. Não é a escolha que a maioria esperaria de um símbolo do grunge de Seattle, mas faz sentido quando se entende que Vedder cresceu ouvindo de tudo. Em seguida vêm os marcos mais canônicos: The Beatles (1968), o Álbum Branco dos Beatles, e Tommy (1969), a ópera rock do The Who, uma das bandas que mais influenciaram o jeito dele pensar discos como narrativas inteiras.

O punk e o pós-punk marcam presença forte. Os Ramones entram com Road to Ruin (1978), e o Talking Heads aparece com More Songs About Buildings and Food (1978), dois discos do mesmo ano que mostram lados completamente opostos do que aquela geração podia ser. O Fugazi de Ian MacKaye está lá com 13 Songs (1989), e a cena de Seattle ganha três representantes: Soundgarden com Screaming Life / Fopp (1987) e Mudhoney com Mudhoney (1989), duas bandas que antecederam e ajudaram a construir o Pearl Jam, além do Sonic Youth com Daydream Nation (1988).

Há espaço pra algumas escolhas menos óbvias. Various: Music and Rhythm (1984) entra como compilação, e Jim O'Rourke aparece com Insignificance (2001), disco de pop experimental com sensibilidade quase cinematográfica. Tom Waits fecha com Nighthawks at the Diner (1975), e Vedder reservou palavras especiais pro álbum: "Gosto do fato de que você não consegue categorizar essa música. Quero criar uma frase no estilo Tom Waits sobre o Tom Waits: 'Tom Waits por nenhum homem'. Os sons parecem estar se transformando, e o resultado lembra um carro velho que precisa de ajuste. Você acaba com todos esses sons criando ritmo, e é a cama perfeita para uma voz".

A lista fecha com Surfer Rosa (1988), dos Pixies, e a declaração talvez mais reveladora de todo o exercício: "Os Pixies foram enormes para mim. Frank Black, ou Black Francis como era chamado na época, tinha essa voz. Ele simplesmente a soltava. Ele deixava rolar, e coisas estranhas aconteciam. Parecia não tanto rebelde, mas simplesmente livre."

Os 13 álbuns na lista completa:

1. Jackson 5: Third Album (1970) 2. The Beatles: The Beatles (1968) 3. The Who: Tommy (1969) 4. Ramones: Road to Ruin (1978) 5. Talking Heads: More Songs About Buildings and Food (1978) 6. Various: Music and Rhythm (1984) 7. Sonic Youth: Daydream Nation (1988) 8. Fugazi: 13 Songs (1989) 9. Soundgarden: Screaming Life / Fopp (1987) 10. Mudhoney: Mudhoney (1989) 11. Tom Waits: Nighthawks at the Diner (1975) 12. Jim O'Rourke: Insignificance (2001) 13. Pixies: Surfer Rosa (1988)

via Terra

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