
O Indie Hoy selecionou os três discos que mais definiram o Pearl Jam, do debut explosivo de 1991 ao risco calculado de 1994.
O site argentino Indie Hoy selecionou os três álbuns mais fundamentais do Pearl Jam, numa lista que cobre a fase mais intensa da banda entre 1991 e 1994. A escolha não é surpresa pra quem acompanha o PJ de perto, mas vale revisitar o que torna cada disco indispensável.
**Vitalogy (1994)**
O terceiro álbum da banda carrega uma particularidade: foi composto e gravado durante uma turnê, no auge da pressão e da estrada. Os de Seattle já estavam consolidados no grunge e no rock em geral, e aproveitaram o espaço conquistado pra se arriscar. O resultado é um trabalho deliberadamente experimental, que dividiu opiniões desde o lançamento. O Rolling Stone escreveu na época que é "um disco selvagemente irregular e difícil, às vezes enlouquecedor, às vezes ridículo, frequentemente poderoso". É exatamente isso, e mais.
**Vs. (1993)**
O segundo disco é talvez o mais sólido de toda a carreira. Foi nele que Brendan O'Brien entrou como produtor pela primeira vez, parceria que duraria anos e marcaria profundamente o som do PJ ao longo dos 90. Vinha de um momento difícil: o estouro de Ten tinha mudado tudo, e Eddie Vedder sentia o peso disso. "No primeiro disco estávamos vivendo num porão. No segundo, me sentia muito longe do porão. E era um lugar difícil pra mim pra escrever um álbum", disse Vedder. Mesmo assim, entregaram um trabalho contundente, com "Daughter", "Dissident", "Animal" e "Go" entre os destaques.
**Ten (1991)**
Possivelmente um dos melhores álbuns de estreia da história do rock. Pearl Jam mirou com precisão e acertou cheio: "Jeremy", "Alive", "Even Flow" e "Black" num único disco, com um som próprio que bebia do hard rock. As temáticas são pesadas e realistas: suicídio, desolação, depressão, os temas que definiriam o grunge mais autêntico naquele início de década. Ten marca a chegada de Vedder a Seattle, absorvendo e contribuindo pra um movimento que, em 1991, explodiria junto com os discos mais representativos do gênero. É um álbum que merece ser ouvido do começo ao fim, pra entender o ímpeto de um grupo que já sabia, desde o primeiro acorde, que tinha muito a dizer.
via Indie Hoy (AR, PJ)
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