SÓ MAIS UM FÃ DE PEARL JAM

Ten a 35 anos: a história de como o Pearl Jam gravou o melhor álbum debut do rock

· Fonte: Monterrey Rock (MX, PJ)

Ten a 35 anos: a história de como o Pearl Jam gravou o melhor álbum debut do rock

Gravado em março de 1991 em Seattle com Eddie vindo de San Diego, Ten demorou pra explodir mas nunca mais saiu do lugar.

O primeiro disco de uma banda pode ser tudo ou nada. No caso do Pearl Jam, foi tudo, mas demorou um tempo pra ficar claro.

**Ten** foi gravado em março de 1991 no estúdio London Bridge, em Seattle, o mesmo espaço que viu nascer discos do Alice in Chains, Soundgarden e Temple of the Dog. A formação era Eddie Vedder nos vocais, Jeff Ament no baixo, Stone Gossard e Mike McCready nas guitarras, e Dave Krusen na bateria. A história de como Vedder chegou à banda é conhecida: demos instrumentais gravados pela proto-banda foram parar nas mãos de Jack Irons, ex-baterista dos Red Hot Chili Peppers, que os repassou a Eddie em San Diego, Califórnia.

A gravação foi tranquila: o material vinha bem ensaiado, a maioria das canções bem estruturadas. Mesmo assim, a banda ficou insatisfeita com alguns aspectos técnicos da mixagem. O disco foi lançado em 27 de agosto de 1991.

Não foi um estouro imediato. O avanço foi lento mas firme, e ganhou impulso em 1992 junto com a explosão do Nirvana e do Soundgarden na cultura mainstream. A crítica se dividiu: muitos celebraram, outros acusaram o PJ de impostores sem autenticidade. Revisitando hoje, fica difícil entender o segundo grupo.

Ten não tem ponto fraco. "Once" abre no peso. "Jeremy" tem drama cinemático. "Alive" é um hino de sobrevivência que Vedder levaria décadas reinterpretando. "Even Flow" explode. E "Black" ficou como uma das canções mais dolorosamente bonitas do rock de todos os tempos, o tipo de coisa que, ouvida aos 16 anos, não sai mais.

A letra percorre conflitos: desamor, raiva, desesperança, pobreza, bullying, homicídio. É o peso emocional do grunge sem o cinismo fácil que depois virou clichê do gênero.

35 anos depois, Ten permanece como uma das obras-primas não só do grunge, mas do rock.

via Monterrey Rock (MX)

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