SÓ MAIS UM FÃ DE PEARL JAM

Yield em Montana, jazz do Even Flow e a busca pelos boots do Jack Irons

· Fonte: Comunidade r/pearljam

Yield em Montana, jazz do Even Flow e a busca pelos boots do Jack Irons

Fã viajou até Montana pra fotografar o cenário da capa de Yield, enquanto a comunidade debateu jazz grunge e boots raros da era Jack Irons.

A matéria da semana na comunidade global de fãs não veio de anúncio oficial: veio de um fã que pegou o carro, entrou na MT-200 em Montana e capturou o mesmo enquadramento que Jeff Ament usou pra fazer a capa de Yield em 1998.

O post explicava a jornada com detalhes: saída de Washington, passagem por Yellowstone no feriado de Memorial Day, e um desvio de uma hora pra parar no ponto exato, com coordenadas encontradas numa publicação anterior da comunidade. Treze horas de viagem de volta, e a foto valeu cada quilômetro. A estrada solitária cortando a paisagem árida de Montana, o mesmo silêncio que Ament captou quase três décadas atrás. Yield foi o primeiro álbum de rock que esse fã ouviu na vida, e continua sendo o favorito até hoje. Tem coisa mais PJ que isso?

No mesmo dia, a comunidade entrou em modo de busca sonora. Dois posts consecutivos giravam em torno do mesmo projeto: Ulysses Owens Jr., baterista de jazz norte-americano, gravando um álbum de jazz grunge. A primeira publicação mostrava a banda fazendo um cover de Even Flow na hora, sem ensaio. A segunda revelava que esse cover foi o pontapé inicial de um álbum completo. Para um fã da era Vs que já ouviu Even Flow em versões folk, blues e até samba, a ideia de jazz grunge com Owens Jr. tem peso. O cara tem currículo. A galera ficou curiosa.

A tarde foi de caça ao arquivo. Um fã pediu recomendações de boots de qualidade com Jack Irons na bateria: conhecia o show da Alemanha de 1996 e o Give Way de 1998, mas queria ir além, especialmente da turnê de Yield, período em que Jack só tocou alguns shows antes de precisar se afastar. Outro puxou um CD específico: a performance de Indifference que Ben Harper e Eddie Vedder gravaram juntos, perguntando onde encontrar. Nenhum dos dois chegou com resposta definitiva, mas as conversas lembraram que a era 1995-1998 do PJ é um baú que a galera não para de revirar.

Teve também o charme simples do dia: alguém fotografou duas vezes o mesmo carro com decoração de Pearl Jam no trânsito da cidade, sem conseguir parar pra conversar com o motorista. E uma bolsa verde do PJ apareceu num relato de alguém em Samoa, na primeira vez que foi usada. Às vezes a comunidade é isso: encontros aleatórios, colisões de fandade no mundo real.

André, só mais um fã idiota de Pearl Jam.

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