
Stone falou de Eddie, Matt, Mike e Jeff, e Jeff devolveu falando da mão direita de Stone.
A pergunta foi quem faz o quê melhor, e Stone Gossard começou por Eddie. "A gente tem o Ed, que, se você tiver dois acordes ou um padrão repetitivo interessante, escreve uma melodia memorável por cima e prende palavras nela que fazem você sentir alguma coisa profundamente." Estar na sala quando isso acontece, completou, é uma das coisas mais incríveis de testemunhar: alguma coisa vem do éter e de repente sai um verso, dois versos de poesia.
Depois veio Matt. "A gente tem o Matt Cameron, que toca bateria em cima de qualquer coisa e faz aquilo ficar interessante." Stone destaca o jeito de acentuar em lugares onde você não esperaria, o que às vezes vira o groove do avesso de um jeito ótimo.
Sobre Mike McCready, a descrição é a mais curta e a mais enfática: ele rasga. Na prática, segundo Stone, quando o trabalho está indo rápido e Mike está simplesmente tocando, você tem alguém capaz de levar a coisa toda por cima.
Para ele e Jeff, Stone usou uma imagem de quem leva marmita para o trabalho. "Eu acho que eu e o Jeff somos os caras da lancheira." Stone chega com um riff, e Jeff pode dizer que tal parte pode ser simplificada, ou pega um riff muito ocupado e encontra os três acordes grandes que funcionam por cima. Muito do melhor que já fizeram, diz ele, nasceu desse espírito.
Jeff, nas palavras de Stone, é o ouvido que escuta o quadro inteiro: entende onde precisa de cola, escuta o vocal de verdade e sabe como ele se assenta na faixa, com uma perspectiva ampla de som e de história da música.
Jeff devolveu o elogio. "O Stone toca guitarra como um baterista. A mão direita dele é quase como ter um segundo baterista na banda." Para ele, as melhores coisas que fizeram aconteceram quando esses dois elementos rítmicos frenéticos, a bateria do Matt e a mão direita do Stone, estão brigando ou se juntando.
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