
Antes de se tornar o vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder compôs e gravou as letras que mudaram sua vida saindo direto de uma sessão de surfe em San Diego.
Há histórias de origem que parecem inventadas de tão boas. A entrada de Eddie Vedder no Pearl Jam é uma delas, com névoa, praia e roupa molhada como prova.
Em 1990, Vedder era um segurança, surfista e vocalista amador em San Diego, tentando aparecer numa cena musical que não sabia que estava prestes a explodir. Quando chegou às suas mãos uma fita com instrumentais de uma banda de Seattle que ele nem conhecia, Vedder entendeu que precisava fazer aquilo contar.
Mas não foi sentado à mesa, com calma. Foram as ondas que trouxeram as letras.
"Fui surfar de manhã e lembro que havia uma névoa densa", Vedder contou ao CBS Sunday Morning. "A música estava na minha cabeça, o instrumental, e simplesmente escrevi."
E gravou ali mesmo, sem nem se secar direito. "Ainda estava molhado quando apertei o record", disse.
Do outro lado da linha, em Seattle, a reação foi imediata. Jeff Ament, baixista que em breve estaria no Pearl Jam, ouviu a fita e não conseguiu esperar.
"Lembro que saí pra pegar um café", contou Ament. "Quando voltei, ouvi de novo. E aí liguei pro Stone e disse: 'Você precisa vir aqui agora.'"
Vedder foi convidado a viajar pra Seattle pra uma audição. Passou. E assim começou.
"Você sentia", disse Vedder sobre o encontro. "Era como: 'é isso aqui.' Eu pensei, 'isso é o paraíso.'"
A fita que Vedder gravou virou a semente das músicas do Ten (1991), e a história do surfista que chegou molhado ao microfone entrou pra mitologia do rock dos anos 90.
via American Songwriter
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