SÓ MAIS UM FÃ DE PEARL JAM

No Code, 1996: o álbum do Pearl Jam que o mundo ainda não entendeu direito

· Fonte: Rolling Stone (DE, PJ)

No Code, 1996: o álbum do Pearl Jam que o mundo ainda não entendeu direito

A Rolling Stone revisita No Code como um dos discos mais subestimados do rock, destacando as músicas que o cânone ainda negligencia.

No Code chegou em 1996 no pior momento possível: depois de quatro álbuns em seis anos que redefiniam o que uma banda de rock podia fazer, o Pearl Jam apareceu com um disco que abriu com folk, explorou meditação indiana e deixou pra trás a urgência elétrica de Vs. e Vitalogy. Resultado previsível: críticos usaram a palavra 'interessante' com o tom mais ambíguo possível.

A Rolling Stone alemã incluiu No Code na lista dos álbuns mais subestimados de todos os tempos, e o argumento é sólido. No lugar das angústias características do grunge, Vedder chegou com uma perspectiva quase contemplativa sobre a existência. 'Who You Are', o primeiro single, era uma canção folk otimista, algo que o PJ nunca tinha entregado antes. Os fãs que queriam 'Alive' pra sempre estranharam. A Rolling Stone foi direta: críticos acharam o álbum 'interessante', que é o equivalente culto de 'não gostei muito'.

Mas o disco esconde alguns dos momentos mais fortes da discografia. 'Smile' é uma das canções de separação mais honestas que eles já gravaram. 'Present Tense' é um recado direto contra a lamúria que definia o rock alternativo do momento: olha pra frente, para de se comprazer na dor.

Uma reavaliação formal de No Code nunca aconteceu da forma que o disco mereceria. Não entrou no cânone da mesma forma que Ten ou Vs. Mas quem volta pra ele entende: é um álbum feito por uma banda que não queria mais agradar ninguém, e isso, paradoxalmente, é a coisa mais punk que o Pearl Jam fez.

via Rolling Stone

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