SÓ MAIS UM FÃ DE PEARL JAM

Jeremy no rádio confundiu Mac DeMarco ainda criança, conta o músico

· Fonte: NME

Jeremy no rádio confundiu Mac DeMarco ainda criança, conta o músico

Aos 4 anos, o cantor canadense ouviu Jeremy no rádio e perguntou à mãe se Eddie Vedder falava inglês.

Mac DeMarco, o músico canadense conhecido pelo seu slacker rock ensolarado, guardou um verso peculiar na memória musical: a primeira lembrança clara que tem de ouvir uma canção é justamente 'Jeremy', do Pearl Jam.

DeMarco conta que tinha por volta de 4 anos quando estava no carro com a mãe, no Whitemud freeway em Edmonton (Alberta), e a música de Vedder saiu pelo rádio. A reação do menino? Puro estranhamento: 'Eu perguntei pra minha mãe: ele estava falando inglês?'. A voz do Eddie, intensa e gutural, soou alienígena pro garoto que ainda engatinhava no entendimento da língua.

A anedota vem de uma série do NME chamada 'Soundtrack Of My Life', em que artistas compartilham as músicas que marcaram etapas diferentes da vida. Pra DeMarco, o catálogo vai de Weezer (o Álbum Azul que comprou com os 30 dólares que tinha na adolescência) ao Village People (vistos ao vivo num estádio de beisebol de Edmonton quando criança, completamente fora de contexto) e ao The Moody Blues, que descobriu cinco anos atrás e sente como uma espécie de irmandade musical com a própria obra.

Mas é o Pearl Jam que está na abertura da lista, ocupando a primeira memória. Faz sentido: 'Jeremy' era exatamente o tipo de canção que saía no rádio canadense no começo dos anos 90 e ficava na cabeça de qualquer um, com ou sem entender o que estava acontecendo. DeMarco cresceu num Edmonton bem diferente do Seattle de Eddie Vedder, mas a voz do vocalista do PJ atravessou fronteiras e ficou registrada no subconsciente de alguém que anos mais tarde construiria uma carreira inteira sobre o poder perturbador de uma melodia estranha.

O cantor também cita o Emerson, Lake & Palmer com 'Lucky Man' como um earworm irresistível, e confessa que a vocalização final da música 'está fritando meu cérebro, mas não me importo que esteja lá'.

via NME

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