
Perfil do RS alemão traça o arco de Eddie Vedder, um homem que nunca pediu pra ser rockstar e encontrou seu lugar mesmo assim.
Eddie Vedder nasceu em 23 de dezembro de 1964. Quando o hype do grunge estava no pico e sua banda conquistava o mundo com "Ten", ele não era exatamente um garoto, mas estava longe da serenidade que viria depois.
A sensibilidade de Vedder sempre foi o contrapeso ao rock mais clássico de Stone Gossard e Mike McCready. Com voz escura, ele falou por décadas das margens da sociedade. Nos shows, a euforia que o Pearl Jam provoca não tem comparação, e dura três horas.
Ele é um rockstar, mesmo rejeitando o rótulo. No palco, não se encolhe mais: vem até a plateia, conta histórias, ri com os colegas. Uma garrafa de vinho por show, pelo menos, é invariável.
Nem sempre foi assim. Por um tempo, ficou de mal com o Rolling Stone americano depois que a publicação revelou, em 1996, que ele não era o adolescente complexado que a mitologia dizia, mas sim um surfista ambicioso. E Kurt Cobain o acusou de fazer uma "fusão de rock alternativo e rock de garotão". Vedder levou anos remoendo isso, até se resolver com o sucesso que, no fim das contas, era melhor que qualquer alternativa. Depois da morte de Cobain, sua nova filosofia virou: "Vou parar de desistir."
Em Seattle, onde pouco sobrou da era grunge, os sobreviventes montaram seu quartel-general tranquilo. Quem entra ali sente por que o sistema Pearl Jam funciona há tanto tempo: as mesmas pessoas, os mesmos anos, o conforto de um pequeno cosmos.
Ainda hoje, Eddie Vedder canta pelos perdidos. Mas ele mesmo encontrou seu lugar faz tempo.
via Rolling Stone (DE)
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