
O filme sobre Kevin Cole e a KEXP estreia no SIFF com as primeiras sessões esgotadas e traça o papel invisível da rádio na história do rock alternativo.
Antes do grunge virar um fenômeno global, havia uma rádio universitária em Seattle chamada KCMU, que com o tempo se tornaria KEXP. E havia DJs e curadores que colocavam as primeiras demos de bandas locais no ar antes que elas se tornassem história. Kevin Cole é uma dessas figuras.
O documentário RADIOHEART: The Drive and Times of DJ Kevin Cole, dirigido por Peter Hilgendorf e Andrew Franks, estreia no Seattle International Film Festival com as duas primeiras sessões esgotadas e a projeção de 17 de maio indo a ruba. O filme usa materiais de arquivo, entrevistas e depoimentos de nomes como Bob Mould, Kristin Hersh, Jimmy Jam e Jessica Dobson.
Cole se torna uma das vozes da KEXP num período em que a cena de Seattle já havia explodido, mas a rádio mantinha o papel de curadora coletiva da música alternativa. É nesse contexto que os integrantes do Pearl Jam aparecem no pano de fundo do filme: ao longo dos anos a banda voltou várias vezes aos estúdios da KEXP para sessões ao vivo que se tornaram material quase de culto entre os fãs.
Mais do que o retrato de um DJ, o filme defende uma ideia simples: a música não vive só quando é tocada, mas quando é contada. E a rádio, antes dos algoritmos e das playlists automatizadas, cumpria um papel nessa cadeia que hoje parece quase romântico mas foi decisivo para construir o som de uma geração inteira.
Ingressos para o SIFF disponíveis em siff.net.
via PJ Online IT
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