
Newsletter do Ten Club revela as influências de Mike McCready enquanto a banda se prepara para voltar ao palco em setembro.
A menos de dois meses do Ohana Festival, onde a banda fará seu retorno aos palcos no dia 26 de setembro em Dana Point, na Califórnia, os integrantes do Pearl Jam não ficaram parados. A newsletter mais recente do Ten Club oferece um retrato do que cada um anda fazendo nesse intervalo, entre paixões pessoais, projetos e a crescente expectativa pela estreia do novo baterista, cuja identidade ainda é mantida em segredo.
Jeff Ament explicou recentemente o raciocínio por trás do mistério: a banda quer uma dezena de shows para encontrar a alquimia certa com a nova formação antes de expor o nome ao mundo. É um processo que o PJ quer viver de dentro pra fora.
O destaque do boletim é Mike McCready, que listou os dez solos que mais marcaram sua trajetória como guitarrista. A seleção percorre blues, hard rock e rock clássico e conta, no fundo, a história de formação do homem que escreveu "Alive".
No topo está "Machine Gun", de Jimi Hendrix. Pra Mike, não é apenas um dos maiores solos da história: é "a representação mais intensa e descritiva do conflito no Vietnã", com notas que pareciam "tiradas diretamente da sua alma".
"Comfortably Numb", dos Pink Floyd, também entra na lista com peso. McCready define David Gilmour como um mestre absoluto do feeling: "Ele nunca toca demais, e cada nota está exatamente onde tem que estar." Quando o Pearl Jam toca o clássico ao vivo, Mike sente o peso de honrar um dos solos mais icônicos da história: "Tenho que tocar cada nota perfeitamente, senão soa errado."
A escolha mais pessoal é "Couldn't Stand the Weather", de Stevie Ray Vaughan. McCready relembra um dos períodos mais duros de sua vida: entre 1987 e 1988, depois das dificuldades em Los Angeles, de uma depressão e do diagnóstico da doença de Crohn, ele quase largou a guitarra. A virada veio ao ver Vaughan no palco, no The Gorge, em 1988. "No dia seguinte, decidi voltar a tocar."
Na parte mais pessoal do boletim, Eddie Vedder aparece celebrando os Cubs, seu time do coração, enquanto Stone Gossard segue seu trabalho de engajamento social. A banda também manifestou apoio a Jennifer Finch, baixista da banda L7.
O contexto do Ohana paira sobre tudo isso: é a primeira vez em mais de um ano e meio que o Pearl Jam volta a um palco, e a chegada de um baterista novo torna o evento ainda mais carregado de significado.
via PJ Online IT
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